
[Sábado, Abril 15, 2006]
A Era do Gelo 2
Sabe quando vc vai ao cinema com certeza de que vai se divertir? Pois essa foi minha sensação ao ir ver a sequência do ótimo A era do Gelo, nesse filme a questão familiar é mais explorada, no primeiro tinha o lance de um bando e como um protege o outro e tal, já nesse teve o lance família. Resultado: Ótimo para adultos e crianças assistirem juntos! Tirando esse lado mercadológico-disney do filme A era do gelo 2 se mostrou bem inovador nas técnicas de animação e também na linguagem e estética do filme.
Esses filmes 3D são todos meio parecidos
Eu gostei do trabalho dos roteiristas, é difícil algum filme desses surpreender no final e com esse não foi diferente, mas é algo que faz a diferença do filme já que a técnologia aplicada é praticamente igual em estúdios como PIXAR e DREAMWORKS.
Ponto para a BLUESKY uma empresa que promete ser uma pedra no sapato da PIXAR e DREAMWORKS pois mostra competência não só para produzir mas também para distribuir um filme!
Resenhado por Rafael Marçal * 1:45 AM
[Quarta-feira, Junho 01, 2005]
STAR WARS - EPISÓDIO III Com relação ao filme eu considero o melhor da nova série. Os episódios I e II vieram só para encher lingüiça na história e preparar todos para momento mais esperado da série: como Anakin se transforma em Darth Vader. O filme começa já com as Guerras Clônicas em andamento e logo vemos Anakin e Obi-Wan em uma missão para salvar o Senador Palpatine, líder do senado. Lá encontram com Conde Dooku / Darth Tyranus, onde Anakin o mata, contrariando a lógica Jedi de matar um prisioneiro sem arma. É aí que começa a decadência de Anakin e também onde o Senador Palpatine começa a levá-lo para o Lado Negro da Força. O filme decorre e vemos todo o esforço de Palpatine em levar Anakin para o outro lado. O que não sabemos é o Senador Palpatine é na verdade um Lorde Sith, o temível Darth Sidious, o homem de quem Anakin está a procura. Quando Anakin
E o que se passa daí pra frente eu não vou esquecer tão cedo. Anakin em uma luta memorável com Obi-Wan em que Anakin é parcialmente destruído e a luta entre o Mestre Yoda e Darth Sidious. Então Darth Sidious foge do combate contra o Mestre Yoda para salvar Anakin e transformá-lo em Darth Vader. Em uma cena empolgante, o capacete negro é colocado no rosto de Anakin e ele dá sua primeira respiração como Darth Vader, aquela respiração rápida, como um toque de uma companhia do exercito. Que a Força esteja com vocês!!!! Cotação: 10FODA!!!
Essa é a palavra que eu usaria para descrever esse filme. Antes de comentar sobre o filme, deixe eu fazer uma ressalva. Só assista esse filme quem é fã mesmo da saga criada por George Lucas ou se você já assistou há algum outro episódio e se interessou, porque senão você vai ficar perdido no meio de tantos personagens e tantos planetas.
descobre a verdade sobre ele é tarde demais, ele praticamente já está do lado Negro da Força.
Depois que o filme acaba fica aquela vontade de assistir de novo o resto da saga, os episódios IV, V e VI para continuar com a história. Episódio III só perde na minha opinião para o Retorno do Jedi, que é o melhor da série sem dúvida.
Postado por: Maurão
Resenhado por Rafael Marçal * 4:59 PM
[Sexta-feira, Maio 20, 2005]
Cruzada
Bem, não dá pra falar muito desse filme, primeiro por que tudo que foi feito nele já havia sido feito em outros filmes épicos e consagrados. Ridley Scott (Direção) é muito bom para criar ambientes medievais, tudo é muito bem feito mesmo, mas os protagonistas não entusiasmam ninguém, não existe aquela cena que a gente arrepia e fala: Puta cara, esse Bailian (Orlando Bloom) é foda! E as cenas das batalhas são um pouco mais sangrentas que o normal, fora isso é tudo muito parecido com Gladiador (também de Ridley Scott) e Senhor dos Anéis (não sei quem dirigiu), tanto nas estratégias de guerra quanto no tamanho dos exércitos. Resumindo, o filme é bom, muito bem feito, mas não empolga ninguém, não sei se por causa do roteiro, se por causa do Orlando Bloom ou por outro motivo que seja, mas é meio frio para o público assistir uma história de 145 minutos onde em nenhum momento você chega a duvidar de que tudo acabará bem, só alguns arranhões de praxe.
Se você já assistiu Tróia, Gladiador, O patriota ou Coração Valente nem cale a pena ver mais esse.
Site Oficial
Cotação: 6
Resenhado por Rafael Marçal * 8:45 AM
[Terça-feira, Maio 17, 2005]
Operação Babá
O filme é engraçadinho, é bonitinho, é bom sim, mas... é Disney!
Nada contra os filmes da Disney, muito pelo contrário, mas não existe nada de novo nesse filme. É aquela velha fórmula que sempre deu certo. Adolescentes em crise, vilões filhos da mãe e, como sempre, o final feliz.
Essa menininha é a melhor coisa do filme.
Ah... Quer saber? O filme é legal, só não soma nada na sua vida. Puro e simples entretenimento, bom para levar seu filho, sobrinho, priminho pentelho e adjacentes.
Cotação: 7
Resenhado por Rafael Marçal * 7:19 PM
[Sexta-feira, Maio 06, 2005]
Pior que esse logo é sério
Cliquem no link abaixo e acreditem esse LOGO é sério! Um instituto sério, tudo sério, mas olhem com mais malícia para o logo. Olhem...
Instituto de Estudos Orientais
Cotação: 6
Mas esse logo é muito espirituoso!
Resenhado por Rafael Marçal * 3:50 PM
[Sexta-feira, Abril 01, 2005]
Adventistas
Em primeiro lugar quero dizer que respeito todas as religiões, credos e seitas. Quem sou eu para falar o que é certo ou errado. Mas tem uma coisa que me deixa encafifado, esse negócio de adventista guardar o sábado, desde o pôr-do-sol da sexta até o sábadão. Eles alegam que a bíblia diz isso, diz que Deus fez o mundo em seis dias e guardou o sétimo, dizem que a sociedade adora o Demônio aos domingos e que o dia certo de adoração é o sábado. Tem gente que traduz Sabath (da banda Black Sabath) como sábado, outros dizem que Sabath é um demônio ou alguma besta mitológica. Mas não é aí que eu quero chegar, eu quero dizer que o certo, do meu ponto de vista, é trabalhar seis dias e descansar um e tem muito adventista aí que por causa da religião trabalha cinco dias e descansa dois. Mas sobre isso a bíblia deles não fala nada. Eu acho que é errado falar que todo mundo está errado e que só a gente tem a verdade, como eles fazem. E outra, será que é pecado trabalhar? Seja no sétimo, sexto ou quinto dia? Minha bíblia é minha consciência.
E como disse Winston Churchill:
O que espero senhores, é que depois de um período de discussão, todo mundo concorde comigo.
Resenhado por Rafael Marçal * 2:53 PM
[Sábado, Março 26, 2005]
Constantine
Muito bom. Nada comparado a um Tarantino, mas o filme é bem legal. Tem efeitos especiais fudidos, batalhas entre bem e mal, capetas e anjos, céu x inferno e Keanu Reeves de "mocinho". Mas se isso não for o bastante para te atrair tem mais, bem mais. O roteiro do filme, que foi adaptado do gibi homônimo, é super complexo e inteligente. John Constantine é um exorcista sarcástico até na hora do juízo final, o que proporciona boas risadas, eu ri de outras coisas também, mas as meninas que estavam do meu lado se apertavam na poltrona de medo. O tema exorcismo fuça em coisas como religião e prega algumas coisas que a igreja não afirma, são quase adaptações da história que a igreja conta. É mais ou menos assim: O Céu e o Inferno estão lá para abrigarem os humanos que morrem aqui na terra, Deus e o Capeta (Lú para os íntimos) meio que fizeram uma aposta para ver quem consegue arrebanhar mais pessoas, só que eles têm regras. Não podem, demônios e anjos, conviver em nosso plano, a única maneira deles influenciarem as pessoas é Sussurrando nos ouvidos delas, alguns assumem forma humana e circulam por aí, à trabalho do bem ou do mal. Isso tudo é o equilíbrio. Quando algum capeta quebra o equilíbrio e se manifesta na terra (matando, possuindo ou mesmo dando uma volta pela terra) John Constantine manda ele para o inferno, de novo. Para variar o mal está para dominar o mundo e nosso herói vai a luta para nos salvar, mas nunca essa batalha foi tão emocionante e de um ponto de vista tão peculiar nos cinemas. Imperdível.
PS. Keanu Reeves mandou muito bem e tem tambem uma participação do careca que fez o psicopata de multipersonalidades do filme Identidade.
Cotação: 10
Resenhado por Rafael Marçal * 12:21 AM
[Sexta-feira, Março 25, 2005]
Supersize me
Filme no estilo documentário com um sarcasmo de bom gosto. Muito bom o filme, mas... Eu não sei como explicar, eu acho que fiquei mal acostumado com os filmes de Michael Moore (Tiros em Columbine - Farenheit 9/11). O filme é meio nojento em algumas partes e me pareceu que o Spurlock do filme tem algo de pessoal contra o Ronald McDonalds. Não dá para falar que o filme é ruim, mas ele não deixou aquele sentimento que os filmes bons deixam. Mas taí a dica. Gosta de cinema? De McMerda? Essas coisa classe-média? Eu gosto, mas agora tenho consciência do mal que fazem.
Cotação = 10
Resenhado por Rafael Marçal * 10:32 PM
[Sexta-feira, Março 18, 2005]
O terminal
Belo filme! Mas também você queria o quê? Steven Spielberg e Tom Hanks só podia dar nisso. Se bem que A.I. (Spielberg) e Matador de velhinhas (Hanks) são bem fraquinhos. Vamos ao roteiro do filme, baseado numa história real com uma boa forçada de barra do Spielberg para o cara se tornar um herói. Mas é legal demais, engraçado, bonito. Se não tivesse nenhum nome famoso nesse filme ele seria o mais "cult" de todos os tempos. Algo como "O fabuloso destino de Amelié Poulain".
A pior parte é a do final, quando ele entra no taxi e diz para o taxista: Agora eu vou para casa. O pior é que o taxista advinha onde ele mora e arranca com o táxi.
Cotação: 9
Resenhado por Rafael Marçal * 10:45 AM
[Quarta-feira, Março 09, 2005]
Jogos Mortais
Em uma palavra: Assistam!
Em duas palavras: Muito bom!
Em três palav... Chega disso.
Pra começar o filme tem um clima muito horrendo, é tudo feio e macabro, e isso é bom. Não sei se chega a ser um filme de terror, mas assusta e bem. A linha de raciocínio do Serial Killer Jigsaw é a mesma do cara que matava todo mundo em seven, mas as semelhanças param por aí, o filme quase não tem efeitos especiais e nenhuma grande estrela esguicha sangue nesse filme, porém está repleto de estrelas anãs morrendo das maneiras mais inimagináveis. O roteiro é muito bom, simples e direto, o assassino é o mais filhodaputa possível até porque técnicamente ele não matou muita gente, ele só bola um jeito das pessoas se matarem. Convenhamos que o cara é muito criativo, só não vou entrar em detalhes por que senão estraga a surpresa de quem for assistir.
Firma o estômago e tenta não fechar os olhos de medo.
Cotação: 10 e olha que é um filme de terror, hein!
Resenhado por Rafael Marçal * 6:47 PM
[Segunda-feira, Abril 19, 2004]
Roubo de Alto Risco e Resgate de Alto Risco Estou escrevendo essa crítica pelo seguinte: toda vez que eu ler eu vou lembrar de nunca mais alugar um filme com as palavras "Alto Risco" no título. Depois de assistir esses dois filmes, nunca mais mesmo. E o outro filme, Resgate de Alto Risco parece ter sido feito pelo mesmo cara, é impossível parecer tanto um com o outro, até o nome é meio parecido. Veja o resumo.
O primeiro o Rafael já havia me falado que era péssimo. Aluguei um dia em que não tinha quase nada de bom na locadora só para dar uma olhada e conferir. Desejei não ter alugado. A história do filme até que é interessante. Mas veja um resumo do filme e diga se não é um pouco complicado entendê-lo.
Uma sacola cheia de dinheiro some de um cassino em uma reserva indígena. O dono do cassino e o juiz da cidade contratam um assassino profissional para encontrá-la. O xerife local já esteve à procura dela e um policial a teve nas mãos, mas, depois a perdeu de vista quando sacolas idênticas se misturaram numa estação de ônibus. Enquanto isso, um andarilho que testemunhou o assassinato de uma jovem mulher e que roubou a sacola da estação, se une a uma garçonete e os dois acabam sendo perseguidos por todos.
Pois é, no filme, quando o assistimos, é pior, é um rolo só. O filme não é nem comédia, nem ação, nem nada. E nenhum dos personagens tem nome. Você os identifica pelo cargo. É o policial, o juiz, etc. E o final não é nada satisfatório.
Mas o que marca mesmo no filme são seus personagens únicos, cada um mais doido que o outro.
Uma famosa cantora de rock é seqüestrada e é pedido o resgate de 1 milhão de dólares. O pai da menina manda seu contador fazer a entrega em uma sacola. Adivinha o que acontece? Dá tudo errado e a sacola muda de mão toda hora. Para piorar o pai da menina ainda contrata dois assassinos para matar o contador e os seqüestradores logo após o dinheiro ser entregue, porque ele deve grana para uns chineses mafiosos. Percebeu o drama? É muita coisa para um filme só. Esse filme consegue ser um pouco melhor que Roubo de Alto Risco, mas cai na mesma história furada que o outro.
E mais uma vez o elenco é meio bizarro. Um irmão gordo que quer se matar e parece um leão marinho. Um dos seqüestradores não consegue acertar um alvo que está a menos de dois metros com uma arama. Enfim, um desastre total esses personagens.
E só mais uma coisa. O que dizer de um filme (Resgate de Alto Risco) que tem em seus trailers, o trailer do pior filme que eu já assisti, "O Espantalho". Nada a declarar.
Cotação Roubo de Alto Risco: 1
Cotação Resgate de Alto Risco: 2

Resenhado por MaUrÃo * 1:48 AM
[Sábado, Abril 17, 2004]
Irreversível
"O Tempo Destrói tudo"
Essa é a frase que define o filme Irreversível. Mais uma obra-prima do cinema. Para quem assistiu assistiu Amnésia e gostou, esse é um prato cheio. Quem assistiu 21 Gramas e amou, não pode perder esse filme.
Irreversível conta a história de Marcus (Vicent Cassel), um pacato cidadão que namora Alex (Monica Bellucci). Quando a moça é estuprada, Marcus quer vingança e vai atrás do malfeitor. Parece história de um filme que podia muito bem virar novela mexicana. Mas o diretor Gaspar Noé fez um belo trabalho. Ele conta a história de trás para frente. Então quando o filme começa, a primeira coisa que vemos na tela são os créditos finais. Isso te deixa meio abobado de inicio. Logo depois vemos o final do filme, o que te deixa com uma estranha sensação de desconforto, pois ficamos sem entender nada. Quem é quem, porque aconteceu aquilo, onde eles estão, como chegaram até lá. Tudo isso é revelado com o decorrer do filme. Então quando assistimos a uma cena, só vamos entendê-la quando assistimos a próxima, que no caso seria o passado da cena. Complicado não? Mas conforme a história vai sendo contada e você vai montando o filme toma sentido e aí fica fácil.
Outra coisa maravilhosa do filme e que me faz dar uns parabéns a Gaspar Noé é que conforme o filme vai passando conseguimos "enxergar" mais o filme. Nas primeiras cenas a câmera não para quieta, não conseguimos ver as cenas direito. O que nos leva a perceber que a câmera se ajeito conforme o sentimento do protagonista. Como no inicio do filme (que no caso é o fim) ele está muito agitado e quer vingança, a câmera não para. Quando voltamos no tempo e vemos um belo romance entre os dois, a câmera vai normalmente como em qualquer filme. Fabuloso isso.
Mais um ponto a favor do filme é como Noé nos mostra a natureza do ser humano. Como um sujeito simples e romântico pode virar um "animal" a ponto de querer matar uma pessoa. Como no filme vemos o contrário, ou seja, vemos primeiro ele transtornado e querendo vingança e depois ele como um romântico, podemos perceber que isso pode acontecer com qualquer um, o que de fato é a mais pura verdade.
E para encerrar não posso deixar de comentar de duas cenas memoráveis que não vou esquecer tão cedo, apesar de que já é a segunda vez que assisto ao filme. A primeira é a cena da briga em uma boate gay logo no inicio do filme. Na cena briga uma pessoa (não vou revelar quem) bate na cara de uma pessoa com um extintor. O ormal em um filme é a câmera sair dando a noção de que o cara bateu, mas sem mostrar. Noé faz totalmente ao contrário, ele mostra tudo, é claro que foi criado por computador, mas a qualidade é tamanha que eu pensei seriamente que o cara estava apanhando. E o final dessa cena é impressionante, o estado do rosto...
E a outra é cena do estupro. Maginifica. Bellucci se destaca nessa cena. O resto do filme ela é uma atriz como outra qualquer, mas na cena do estupro está fenomenal. Uma cena forte e chocante.
Irreversível é um filme brilhante, forte, muito forte no começo (principalmente por essas duas cenas que citei) e que depois se revela um filme romântico com direito até a um papo com o ex-namorado de Alex sobre orgasmo. Imperdível.
Cotação: 10
Resenhado por MaUrÃo * 1:07 AM
[Sexta-feira, Abril 16, 2004]
Simplesmente Amor
Sabe aqueles filmes que quando chega no final você se sente bem mais feliz e sai sorrindo para todo mundo? Pois é, Simplesmente Amor é um desses filmes, quero dizer, um dos melhores do gênero. Um filme leve, com tiradas inteligentes e muito, mas muito amor na tela. Simplesmente Amor conta 10 histórias simultâneas que se passam na Inglaterra na época do Natal. Começa faltando 5 semanas para o Natal, tem o ápice no Natal e termina em Janeiro.
Assim sendo acompanhamos, por exemplo, o sofrimento de Daniel (Liam Neeson) que acabou de perder a esposa, o filho de Daniel, Sam (Thomas Sangster) vivendo seu primeiro amor com apenas 11 anos de idade (Nota do Maurão: esse muleque nos presenteia com uma cena espetacular quando conta ao pai que está apaixonado pela colega de escola de apenas 10 anos. Ele diz assim: - Ela nem liga pra mim, minha vida acabou. Imaginem uma criança de 10 anos achando que a vida acabou por causa de um amor não correspondido...). Temos também a história de Harry(Alan Rickman) e Karen (Emma Thompson), vivendo um amor já desgastado e meio monótono. Outra história nos mostra Karl (Rodrigo Santoro) que se apaixona pela colega de trabalho Sarah (Laura Linney). E a mais engraçada de todas as histórias, a do primeiro-ministro da Inglaterra (Hugh Grant) que se apaixonada por uma de suas empregadas, Natalie (Martine McCutcheon). Hugh Grant mais uma vez está muito a vontade e mais uma vez brilha sendo aquele cara meio cafajeste e apaixonado.
Como vemos, temos muitos tipos de "amores", o de pai para filho, o de adultos. Mas o filme também representa o amor pela amizade. E representa muito bem com o ¿tiozinho rockeiro¿ interpretado por Bill Nighy, que declara seu amor ao seu empresário e amigo. Bill também nos proporciona as mais engraçadas cenas do filme, competindo seriamente com as de Hugh Grant. Temos também a história de Jamie (Colin Firth) que se apaixona por sua empregada, a portuguesa Lucia Monis. Este é um romance interessante onde um fala inglês e o outro português, então eles não conseguem conversar direito e falam tudo o que pensam um sobre o outro. Outra conta a história de um cara que é apaixonado pela mulher do melhor amigo. Outra conta a paixão entre dois atores dublês que se apaixonam quando estão em ação. E por último a história de Colin (Kris Marshall) que sai da Inglaterra para tentar ¿se apaixonar¿ por mulheres americanas, mas na verdade ele só quer transar mesmo.
Essas 10 histórias acontecem simultaneamente, assim uma hora você com pai e filho e depois já passamos para outro casal. A história fica bem dinâmica e interessante, não tem como perder o ritmo. E o roteiro é simplesmente genial, também pudera, quem escreveu e dirigiu o filme foi Richard Curtis que já escreveu os super famosos Um Lugar chamado Nothing Hill, Quatro Casamentos e Um Funeral e O Diário de Brigdet Jones, sendo assim o cara tem experiência de sobra para fazer um bom filme.
Um filme recomendado para os apaixonados e para todos que gostem de um bom filme. Simplesmente Amor é (desculpe o trocadilho) Simplesmente Maravilhoso.
Cotação: 10
PS: É uma pena que a elhor cena do filme foi deletada da versão original que passou nos cinemas e que saiu em VHS. Essa cena vem como extra no DVD na parte Cenas Deletadas. Ela tem 8 minutos e é protagonizada por Daniel (Liam Neeson) e seu filho Sam (Thomas Sangster). Vou explicar. O muleque está apaixonado pela menina de 10 anos e fica trancado o dia inteiro no quarto. O pai ainda não sabe disso ainda. Aí a irmã dele (eu suponho) vem e diz que achou uns sites "quentes" na net para ele passar s noites. Ele chama o filho para jantar e o muleque não quer. Ele vai para o computador e faz a pesquisa com o nome de Claudia Schiffer e aparece (como você deve imaginar) várias páginas que dizem constar fotos nua dela. Ele entra, já que o filho não está vendo mesmo. Como você também já deve estar imaginando a página pede o número do cartão de crédito para mostrar as fotos. O cara em plena consciência é claro que não aceita e fecha a janela. Nesse momento acontece algo que com certeza a maioria de nós já passou. Começa a abrir umas 5 janelinhas com os mais absurdos assuntos sobre sexo. "Sexo com animais", "Xoxotas quentinhas para você" e coisas do gênero aparece na tela. E quando ele começa a fechar, abre mais umas 5. E nem adianta tentar fechar o resto que vai abrir mais. Aí nisso toca a campainha e ele vai atender e para sua surpresa é seu sogro que veio consolá-lo um pouquinho (lembre-se que a mulher dele morreu). O sogro entra
e diz que aprendeu a jogar golf pelo computador e quer mostrar a ele. O sogro vai e vê aquele monte de besteira na tela do computador. Daniel se mostra bem
inteligente e diz que vai matar o filho, já que o muleque fica vendo essas besteiras na net. Sobe para o quarto e faz um trato com o menino. Diz que vai pagar 50 conto para ele se ele confirmar a história. O menino é bom negociador e quer 100. O pai aceita e eles descem o menino confirma que foi ele.
Contando não tem a mesma graça de ver a cena. Quem tiver a oportunidade de alugar o DVD desse filme não deixe de conferir essa cena.

Resenhado por MaUrÃo * 3:21 AM
[Domingo, Abril 04, 2004]
A Paixão de Cristo
O filme é bom? É. O filme é violento? Muito. O filme é brilhante? É. O filme culpa os Judeus pela morte de Jesus? Culpa. Esses são os elementos principais de A Paixão de Cristo, filme dirigido por Mel Gibson.
O filme conta as últimas 12 horas na vida de Jesus Cristo, desde a traição de Judas até sua crucificação. O filme começa na floresta, com Jesus sentindo que sua hora estava chegando. Judas o vende por 30 moedas de ouro aos Judeus e em seguida Jesus é preso. E é aí que entra toda a discussão gerada pelo filme com relação aos Judeus. Vou narrar o que o filme nos apresenta.
Jesus é delatado por Judas aos Judeus. Esses por sua vez levam Jesus (depois de espancarem-no) a Pôncio Pilatos, o governador de lá. O filme joga toda a culpa em cima dos Judeus ao mostrar que Pilatos não queria de jeito nenhum condenar Jesus a morte. Ele fala que como Jesus era Galileu, que o mandassem para o Rei dos Judeus, Herodes, que por sua vez é mostrado como uma pessoa que adora bebida e safadeza. Herodes não faz nada com Jesus e o manda de volta para Pilatos. Quem mais toma partido para a morte de Jesus é Caifás, líder religioso dos Judeus. É ele quem ¿obriga¿ o povo judeu a querer condenar Jesus. Pilatos diz que não vai matá-lo e propõe uma escolha entre Jesus e Barrabás, um assassino confesso. O que o povo escolha: é claro que é
Barrabás, com total apoio de Caifás. Vemos então a famosa cena de Pilatos lavando as mãos e dizendo que quem está condenando Jesus a cruz é o povo.
É nesse ponto que entra outra discussão.
O filme é violento? Muito. Vemos Jesus sofrer por mais quase 2 horas. Eu nunca chorei em filme, mas esse não deu pra agüentar. Chorei mesmo em duas cenas: uma quando os soldados romanos espancam Jesus com uma corrente com pregos na ponta e essa corrente rança pedaços da carne de Jesus. E a outra na hora da crucificação. O filme mostra todos os tombos e chicotadas que Jesus levou. Jim Caviezel fica irreconhecível depois de tanta chicotada. E a cada chicotada levada por Jesus parecia que éramos nós quem estava apanhando. O filme se torna bem realista nessas partes. Outro elemento que o deixa bem realista é que o filme inteiro é falado em aramaico, latim e hebraico.
Portanto o filme de Gibson é uma maravilha. Saí do cinema com vontade de ler a Bíblia e saber se o que eu acabei de ver confere ou não. Cheguei a perguntar algumas coisas para minha mãe.
É claro que o filme poderia abranger mais a vida de Jesus e não ficar só nas últimas 12 horas. Em todo o filme, Gibson usa flashbacks para mostrar algumas passagens importantes como a Última Ceia, o sermão na Montanha, o apedrejamento de Maria Madalena, mas são passagens curtíssimas que nos deixam com gostinho de quero mais. Mais do que recomendado.
Cotação: 10

[Quinta-feira, Abril 01, 2004]
Alguem tem que ceder
O filme conta a história de um tiozinho empresário de sucesso que só namora ninfetas de trinta anos ou menos até que um dia ele conhece a mãe de uma de suas vítimas, diríamos que não foi amor a primeira vista, mas na primeira vez na vida desse coroa ele se apaixonou, e por uma coroa também. Só que não foi fácil assumir e aproveitar esse amor, Harry, o nosso herói, teve que desbancar nada mais nada menos que Neo de Matrix para viver ao lado de sua amada Érica. Convenhamos que sem os efeitos especiais foi um páreo duro entre Jack Nicholson e Keanu Reaves. Sorte de Diane Keaton que arrebentou como a mocinha da história!
Muito bom o filme, não tem nem do que reclamar, elenco de primeira, trilha sonora de primeira e, mais importante, Jack Nicholson. Um outro filme dele, melhor impossível, parecia insuperável, fazendo juz ao título do longa, mas em Alguem tem que ceder Mr. Nicholson, no mínimo, se igualou ao seu outro sucesso. Assisti ao filme duas vezes e por mais que a história seja previsível, gostei, e muito!
Cotação: 10 com louvor
Resenhado por Rafael Marçal * 5:13 PM